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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Turmas: 806 e 805


ATIVIDADES, RESPONDA-AS EM UMA FOLHA  ALMAÇO OU DIGITADA, PRAZO DE ENTREGA: 23/5/2012.
O Futuro Imediato (IMMEDIATE FUTURE = GOING TO) é um tempo verbal que expressa uma ação que será realizada em breve, logo ou dentro de pouco tempo. Sua fórmula é: VERBO TO BE + GOING TO +VERBO PRINCIPAL NO INFINITIVO.
1. Forme frases no futuro imediato, observando o exemplo abaixo:
ANN – VISIT UNCLE JOHN.
ANN IS GOING TO VISIT UNCLE JOHN.

1.       NICK – STUDY IN THE LIBRARY.
2.       YOU -  WRITE A LOVE LETTER.
3.       THE CHILD - EAT  AN APPLE.
4.       THEY – GET UP EARLY TOMORROW.
5.       MY TEAM – WIN THE CHAMPIONSHIP.
6.       WE – DRINK ORANGE JUICE AFTER DINNER.

 2. Complete as frases com o future imediato dos verbos dados entre parenteses.
1.       HE .................................IN MEXICO. (TO LIVE)
2.       SHE………………………………AROUND THE WORLD. (TO TRAVEL)
3.       THEY……………………………..A NEW HOUSE. (TO BUY)
4.       SHE………………………………….TOMORROW. (TO ARRIVE)
5.       WE …………………………………NOW. (TO LEAVE)
6.       I…………………………………..NEXT WEEK. (TO WORK)

 3. Reescreva as frases abaixo nas formas negativa & interrogativa.
1.       WE ARE GOING TO GIVE A PARTY NEXT SATURDAY.
2.       THEY ARE GOING TO TRANSLATE THE TEXT.
3.       THE CHILDREN ARE GOING TO SWIM IN THE LAKE.
4.        SUSAN AND PETER ARE GOING TO WEAR UNIFORM.
5.       THE BOY IS GOING TO PLAY WITH THE KITE.
6.       WE ARE GOING TO CELEBRATE YOUR BIRTHDAY.


O Futuro Simples (Simple Future = WILL) é usado para ações que irão acontecer no futuro, próximo ou distante. Sua fórmula é: WILL + VERBO PRINCIPAL NO INFINITIVO SEM TO.

 4. Complete as frases com o futuro simples dos verbos dados entre parênteses:
1.       THEY...............................THAT MOUNTAIN. (TO CLIMB)
2.       HE…………………………………THE TYRES BEFORE THE TRIP. (TO CHECK)
3.       YOU………………………………THE RADIATOR. (TO FILL)
4.       IT………………………………..TOMORROW. (TO RAIN)
5.       THEY……………………………..THE WHITE HOUSE. (TO VISIT)
6.       SHE…………………………………THE WAY TO THE BUS STATION. (TO FIND)


 5. Reescreva as frases abaixo nas formas negativa & interrogativa.

1.       THE FILM WILL BEGIN AT EIGHT THIRTY.
2.       THE TRAIN WILL LEAVE IN FIVE MINUTES.
3.       SHE WILL DO HER EXERCISES.
4.       I WILL TRAVEL TO EUROPE NEXT YEAR.
5.       LUCY WILL BUY A COOKERY BOOK.
6.       HE WILL GO TO LAS VEGAS TO PLAY IN A CASSINO.


6.  Reescreva as frases abaixo no IMPERATIVO NEGATIVO.
1.       TO TURN ON THE TV.
2.       TO SHOUT.
3.       TO TALK TO THE DRIVER.
4.       TO WALK ALONE.
5.       TO STAND UP.
6.       TO PAY THE BILLS.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Turmas de 3º ano/Literatura


   A Semana de Arte Moderna de 22, realizada entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos.    Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano a 29 de janeiro de 1922.    A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem contudo perder o caráter nacional, era uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar.  Esse era o ano em que o país comemorava o primeiro centenário da Independência e os jovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil, libertando-o das amarras que o prendiam aos padrões estrangeiros.    Seria, então, um movimento pela independência artística do Brasil. Os jovens modernistas da Semana negavam, antes de mais nada, o academicismo nas artes. A essa altura, estavam já influenciados esteticamente por tendências e movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e diversas ramificações pós-impressionistas.  Até aí, nenhuma novidade nem renovação. Mas, partindo desse ponto, pretendiam utilizar tais modelos europeus, de forma consciente, para uma renovação da arte nacional, preocupados em realizar uma arte nitidamente brasileira, sem complexos de inferioridade em relação à arte produzida na Europa.
De acordo com o catálogo da mostra, participavam da Semana os seguintes artistas: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Zina Aita, Vicente do Rego Monteiro, Ferrignac (Inácio da Costa Ferreira), Yan de Almeida Prado, John Graz, Alberto Martins Ribeiro e Oswaldo Goeldi, com pinturas e desenhos; marcavam presença, ainda, Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, com esculturas; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, com projetos de arquitetura.    Além disso, havia escritores como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreira, Renato de Almeida, Ribeiro Couto e Guilherme de Almeida.    Na música, estiveram presentes nomes consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernani Braga e Frutuoso Viana.
São Paulo dos anos 20 era a cidade que melhor apresentava condições para a realização de tal evento. Tratava-se de uma próspera cidade, que recebia grande número de imigrantes europeus e modernizava-se rapidamente, com a implantação de indústrias e reurbanização.    Era, enfim, uma cidade favorável a ser transformada num centro cultural da época, abrigando vários jovens artistas.    Ao contrário, o Rio de Janeiro, outro polo artístico, se achava impregnado pelas ideias da Escola Nacional de Belas-Artes, que, por muitos anos ainda, defenderia, com unhas e dentes, o academicismo.    Claro que existiam no Rio artistas dispostos a renovar, mas o ambiente não lhes era propício, sendo-lhes mais fácil aderir a um movimento que partisse da capital paulista.    Em 1913, estivera no Brasil, vindo da Alemanha, o pintor Lasar Segall. Realizou uma exposição em São Paulo e outra em Campinas, ambas recebidas com uma fria polidez. Desanimado, Segall seguiu de volta à Alemanha, só retornando ao Brasil dez anos depois, quando os ventos sopravam mais a favor.    A exposição de Anita Malfatti em 1917, recém chegada dos Estados Unidos e da Europa, foi outro marco para o Modernismo brasileiro.   Todavia, as obras da pintora, então afinadas com as tendências vanguardistas do exterior, chocaram grande parte do público, causando violentas reações da crítica conservadora.   A exposição, entretanto, marcou o início de uma luta, reunindo ao redor dela jovens despertos para uma necessidade de renovação da arte brasileira.   Além disso, traços dos ideais que a Semana propunha já podiam ser notados em trabalhos de artistas que dela participaram (além de outros que foram excluídos do evento).   Desde a exposição de Malfatti, havia dado tempo para que os artistas de pensamentos semelhantes se agrupassem.  Em 1920, por exemplo, Oswald de Andrade já falava de amplas manifestações de ruptura, com debates abertos.
Entretanto, parece ter cabido a Di Cavalcanti a sugestão de "uma semana de escândalos literários e artísticos, de meter os estribos na barriga da burguesiazinha paulistana." Artistas e intelectuais de São Paulo, com Di Cavalcanti, e do Rio de Janeiro, tendo Graça Aranha à frente, organizavam a Semana, prevista para se realizar em fevereiro de 1922.    Uma exposição de artes plásticas - organizada por Di Cavalcanti e Rubens Borba de Morais, com a colaboração de Ronald de Carvalho, no Rio - acompanharia as demais atividades previstas.   Graça Aranha, sob aplausos e vaias abriu o evento, com sua conferência inaugural "A Emoção Estética na Arte Moderna".    Anunciava "coleções de disparates" como "aquele Gênio supliciado, aquele homem amarelo, aquele carnaval alucinante, aquela paisagem invertida" (temas da exposição plástica da semana), além de "uma poesia liberta, uma música extravagante, mas transcendente" que iriam "revoltar aqueles que reagem movidos pelas forças do Passado."
 Em 1922, o escritor Graça Aranha (1868-1931) aderiu abertamente à Semana da Arte Moderna, criando uma cisão na quase monolítica Academia Brasileira de Letras e gerando nela uma polêmica como há muito tempo não se via.
Mário de Andrade, com suas conferências, leituras de poemas e publicações em jornais foi uma das personalidades mais ativas da Semana.   Oswald de Andrade talvez fosse um dos artistas que melhor representavam o clima de ruptura que o evento procurava criar.  Manuel Bandeira, mesmo distante, provocou inúmeras reações de agrado e de ódio devido a seu poema "Os Sapos", que fazia uma sátira do Parnasianismo, poema esse que foi lido durante o evento.
 Entretanto, acredita-se que a Semana de Arte Moderna não tenha tido originalmente o alcance e amplitude que posteriormente foram atribuídos ao evento.   A exposição de arte, por exemplo, parece não ter sido coberta pela imprensa da época. Somente teve nota publicada por participantes da Semana que trabalhavam em jornais como Mário de Andrade, Menotti Del Picchia e Graça Aranha (justamente os três conferencistas, cujas ideias causaram grande alarde na imprensa).   Yan de Almeida Prado, em 72, chegou mesmo a declarar que" a Semana de Arte Moderna pouca ou nenhuma ação desenvolveu no mundo das artes e da literatura", atribuindo a fama dos sete dias aos esforços de Mário e Oswald de Andrade. Além disso, discute-se o "modernismo" das obras de artes plásticas, por exemplo, que apresentavam várias tendências distintas e talvez não tivessem tantos elementos de ruptura quanto seus autores e os idealizadores da Semana pretendiam.   Houve ainda bastante confusão estilística e estrangeirismos contrários aos ideais da amostra, como demonstram títulos como "Sapho", de Brecheret, "Café Turco", de Di Cavalcanti, "Natureza Dadaísta", de Ferrignac, "Impressão Divisionista", de Malfatti ou "Cubismo" de Vicente do Rego Monteiro.
 Logo após a realização da Semana, alguns artistas fundamentais que dela participaram acabam voltando para a Europa (ou indo lá pela primeira vez, no caso de Di Cavalcanti), dificultando a continuidade do processo que se iniciara.   Por outro lado, outros artistas igualmente importantes chegavam após estudos no continente, como Tarsila do Amaral, um dos grandes pilares do Modernismo Brasileiro.   Não resta dúvida, porem, que a Semana integrou grandes personalidades da cultura na época e pode ser considerada importante marco do Modernismo Brasileiro, com sua intenção nitidamente anti-acadêmica e introdução do país nas questões do século.   A própria tentativa de estabelecer uma arte brasileira, livre da mera repetição de fórmulas europeias foi de extrema importância para a cultura nacional e a iniciativa da Semana, uma das pioneiras nesse sentido.




Nova Ortografia
Mudanças no alfabeto
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y.
O alfabeto completo passa a ser:  A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações, por exemplo:
A) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt).
B) b) na escrita de palavras estrangeiras (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.

Trema: Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser    pronunciada nos grupos: gue, gui, que, qui. Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.
Mudanças nas regras de acentuação
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).
alcalóide - alcaloide
alcatéia - alcateia
andróide -  androide
apóia (verbo apoiar) - apoia
apóio (verbo apoiar) - apoio
asteróide - asteroide
bóia - boia
celulóide - celuloide
clarabóia - claraboia
colméia – colmeia
Coréia - Coreia
debilóide - debiloide
epopéia - epopeia
estóico - estoico
estréia - estreia
estréio (verbo estrear) - estreio
geléia - geleia
heróico - heroico
idéia - ideia
jibóia - jiboia
jóia - joia
odisséia - odisseia
paranóia - paranoia
paranóico - paranoico
platéia - plateia
tramóia - tramoia
Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas e os monossílabos tônicos terminados em éi(s) e ói(s).
Exemplos: papéis, herói, heróis, dói (verbo doer), sóis etc.

2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo decrescente:
baiúca - baiuca
bocaiúva - bocaiuva*
cauíla - cauila**
feiúra - feiura
* bocaiuva = certo tipo de palmeira
**cauila = avarento
Atenção:
1) se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí;
2) se o i ou o u forem precedidos de ditongo crescente, o acento permanece. Exemplos: guaíba, Guaíra.
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
abençôo - abençoo
crêem (verbo crer) - creem
dêem (verbo dar) - deem
dôo (verbo doar) - doo
enjôo - enjoo
lêem (verbo ler) - leem
magôo (verbo magoar) - magoo
perdôo (verbo perdoar) - perdoo
povôo (verbo povoar) - povoo
vêem (verbo ver) - veem
vôos - voos
zôo - zoo
4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Atenção!
Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3.ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3.ª pessoa do singular. Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode. Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim. Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos: Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros. É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo do verbo arguir. O mesmo vale para o seu composto redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Exemplos:
verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.

Uso do hífen com compostos
1. Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresentam elementos de ligação. Exemplos:
guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-lume, joão-ninguém,
porta-malas, porta-bandeira, pão-duro, bate-boca
* Exceções: Não se usa o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, paraquedismo.
2. Usa-se o hífen em compostos que têm palavras iguais ou quase iguais, sem elementos de ligação. Exemplos: reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, glu-glu, rom-rom, pingue-pongue, zigue-zague, esconde-esconde, pega-pega, corre-corre
3. Não se usa o hífen em compostos que apresentam elementos de ligação.
Exemplos: pé de moleque, pé de vento, pai de todos, dia a dia, fim de semana, cor de vinho, ponto e vírgula, camisa de força, cara de pau, olho de sogra.  Incluem-se nesse caso os compostos de base oracional. Exemplos: maria vai com as outras, leva e traz, diz que diz que, deus me livre, deus nos acuda, cor de burro quando foge, bicho de sete cabeças, faz de conta.
 * Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.

4. Usa-se o hífen nos compostos entre cujos elementos há o emprego do apóstrofo. Exemplos:
gota-d’água, pé-d’água.
5. Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes próprios de lugares), com ou sem elementos de ligação. Exemplos: Belo Horizonte — belo-horizontino, Porto Alegre — porto-alegrense, Mato Grosso do Sul — mato-grossense-do-sul, África do Sul — sul-africano.

6. Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação. Exemplos: bem-te-vi, peixe-espada, peixe-do-paraíso, mico-leão-dourado, andorinha-da-serra, lebre-da-patagônia, erva-doce, ervilha-de-cheiro, pimenta-do-reino, peroba-do-campo, cravo-da-índia.
Obs.: não se usa o hífen, quando os compostos que designam espécies botânicas e zoológicas são empregados fora de seu sentido original. Observe a diferença de sentido entre os pares:
a) bico-de-papagaio (espécie de planta ornamental) - bico de papagaio (deformação nas vértebras).
b) olho-de-boi (espécie de peixe) - olho de boi (espécie de selo postal).

Uso do hífen com prefixos
As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos (anti, super, ultra, sub etc.) ou por elementos que podem funcionar como prefixos (aero, agro, auto, eletro, geo, hidro, macro, micro, mini, multi, neo etc.).
1. Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h.
Exemplos:
anti-higiênico
anti-histórico
macro-história
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano
2. Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra com que se inicia a outra palavra.
Exemplos:
micro-ondas
anti-inflacionário
sub-bibliotecário
inter-regional
3. Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela com que se inicia a outra palavra.
Exemplos:
autoescola
antiaéreo
intermunicipal
supersônico
superinteressante
agroindustrial
aeroespacial
semicírculo
* Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra começar por r ou s, dobram-se essas letras. Exemplos:
minissaia
antirracismo
ultrassom
semirreta

Casos particulares:
1. Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r.
Exemplos:
sub-região
sub-reitor
sub-regional
sob-roda
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por: m, n e vogal.
 Exemplos:
circum-murado
circum-navegação
pan-americano

3. Usa-se o hífen com os prefixos: ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice.
Exemplos:
além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra
vice-rei
4. O prefixo co junta-se com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o ou h. Neste último caso, corta-se o h. Se a palavra seguinte começar com r ou s, dobram-se essas letras.
Exemplos:
coobrigação
coedição
coeducar
cofundador
coabitação
coerdeiro
corréu
corresponsável
cosseno
5. Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, mesmo diante de palavras começadas por e.
 Exemplos:
preexistente
preelaborar
reescrever
reedição
6. Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se o hífen diante de palavra começada por b, d ou r. Exemplos:
ad-digital
ad-renal
ob-rogar
ab-rogar
Outros casos do uso do hífen:
 1. Não se usa o hífen na formação de palavras com não e quase.
Exemplos:
(acordo de) não agressão
(isto é um) quase delito
2. Com mal*, usa-se o hífen quando a palavra seguinte começar por vogal, h ou l.
Exemplos:
mal-entendido
mal-estar
mal-humorado
mal-limpo
* Quando mal significa doença, usa-se o hífen se não houver elemento de ligação.
Exemplo: mal-francês.
Se houver elemento de ligação, escreve-se sem o hífen.
Exemplos: mal de lázaro, mal de sete dias.
3. Usa-se o hífen com sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu, mirim.
Exemplos:
capim-açu
amoré-guaçu
anajá-mirim
4. Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.
Exemplos:
ponte Rio-Niterói
eixo Rio-São Paulo
5. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.
Exemplos:
Na cidade, conta-
-se que ele foi viajar.
 O diretor foi receber os ex-
-alunos.

sábado, 1 de outubro de 2011

* *



                               ROTEIRO DE ATIVIDADES
                - 3º bimestre do 9º ano do Ensino fundamental-

                                                                             
TEXTO GERADOR:                                      Tentação
Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva. Na rua vazia as pedras vibravam de calor — a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugai já habituado, apertando-a contra os joelhos. Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no angulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo. Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro. A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam. Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo. Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos. Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se com urgência, com encabulamento, surpreendidos. No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança verme­lha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos — lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam. Mas ambos eram comprometidos. Ela com sua infância impossível, o centro da ino­cência que só se abriria quando ela fosse uma mu­lher. Ele, com sua natureza aprisionada. A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimen­to nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina. Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.
                                                    (Clarice Lispector. A legião estrangeira. 14. ed. São Paulo: Siciliano, 1996. p. 69-71.)

ATIVIDADES DE LEITURA:
1)   O título do conto é “Tentação”. Lendo esta narrativa você constata que o texto retrata uma situação especial vivida por uma menina. Agora responda:
a)              a)   O que a menina fazia sentada na porta de casa, às duas horas da tarde?
b)  Nos trechos “como se não bastasse a claridade das duas horas” e “a cabeça da menina flamejava”, a menina é associada ao sol ou à luz solar?  Por que a autora usa essa associação?
c)              c)     Como a menina, provavelmente, se sentia em relação às demais pessoas?
d)      No futuro, o que a característica física da menina poderia significar para ela?

2) O conto é um relato curto, com uma introdução que apresenta a história ao leitor, um desenvolvimento que apresenta fatos e personagens e uma conclusão que normalmente traz um final surpreendente, inusitado ou que faz pensar sobre algo. No caso do conto aqui analisado, a chegada de um cão basset provoca uma mudança na cena inicial.
    a)  Qual a reação da menina e do cão quando se veem? Justifique sua resposta com elementos do texto.
   b) Qual o motivo dessa reação?
   c) Que palavras ou expressões confirmam sua resposta anterior, sugerindo uma identificação total entre as duas personagens?
3)   Quais são as personagens principais e os secundários deste conto?
4) Qual local é focalizado no conto?


ATIVIDADES DE USO DA LÍNGUA: 
5)  O titulo do texto é “Tentação”. Observe estes trechos:
“Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo”.
“Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser”.
“Pediam-se com urgência, com encabulamento”.

a)      Qual  é a ambiguidade criada por esses trechos?
b)      Como você justifica o título do texto?
c)       Por que a autora caracteriza esse encontro como um sonho?

6) No trecho: “Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher?”, a palavra marca foi empregada de uma forma incomum.
a)  Geralmente, que sentido essa palavra apresenta?
b) E no texto?
7) Em relação a esse outro trecho: “Lá vinha ele trotando, `a frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro”, responda:
a)   Que palavra poderia substituir  a expressão arrastando o seu comprimento?
b)  Qual o sentido da palavra cachorro no contexto?
c)  E da palavra se em: “eles se pediam” ?


Estacar – parar ou fazer parar /Flamejar- expelir chamas ou algo que se pareça com fogo, chamejar, arder /Fremir- soar  ruidosamente, provocar breve estremecimento, vibrar, tremer /Gravidade  - seriedade, compostura, força de atração mútua entre os corpos originada pela gravitação /Insolente – incomum, nunca visto, altivo

8)  Apresentamos, acima, um vocabulário de apoio ao texto gerador.

Com base no vocabulário acima:
a) Crie duas frases utilizando as palavras listadas. Utilize, ainda, uma das conjunções coordenativas, a seguir: aditiva ( e, não só, mas também), adversativas ( mas, porém, contudo, no entanto), alternativas ( ou, ora...ora), conclusiva (logo,pois,portanto), explicativa ( porque, que) na frase criada por você.
b) Substitua a conjunção sublinhada na oração por outra de igual valor: “Mas ambos eram comprometidos”.


ATIVIDADES DE PRODUÇÃO TEXTUAL:
8) Se você fosse o(a) autor(a) e pudesse escolher um novo título para o conto lido, que título você usaria?
9)  Troque ideias com os colegas e dê sua opinião:  Essa história de  “amor à primeira vista” realmente aconteceu?  Por quê? 
10) Agora, em grupo, com até três colegas, invente um outro conto, uma outra situação, tomando por base o texto lido.Lembre-se não se esqueça das características que norteiam  um conto em si.